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Rodada Ciência Aberta

A Rodada Ciência Aberta foi realizada em 22 de outubro, durante o festival Tropixel Labs. Foi o desdobramento de outras atividades públicas que a plataforma Ciência Aberta Ubatuba vem realizando desde o início de 2015, no sentido de identificar os diferentes atores envolvidos com a produção de conhecimentos e saberes na cidade de Ubatuba e região, e criar espaços de troca e colaboração entre eles. Anteriormente, já havia sido realizada uma apresentação do projeto para os setores envolvidos, além de uma edição anterior do Tropixel voltado ao tema da ciência aberta, que contou com um seminário de trabalhos relacionados ao campo da ciência aberta e um laboratório experimental temporário. De junho a outubro foram desenvolvidas também atividades de pesquisa de campo, ações online e participação em encontros e reuniões com diversos atores sociais da região envolvidos com a produção de conhecimentos.

Já para a rodada durante o festival Tropixel Labs, o objetivo era fazer uma conversa aberta e direta entre pesquisadores científicos, professores, integrantes de ONGs, comunidades tradicionais e representantes de conselhos públicos atuantes na região. Uma chamada publicada previamente convidava os presentes a explorarem as seguintes questões:

  • Como se dá a circulação dos conhecimentos produzidos na região? Como torná-los inteligíveis, tangíveis e facilitar sua apropriação por diferentes públicos?

  • Quais as facilidades e dificuldades para a produção conjunta e o compartilhamento de dados e informações? Quais os obstáculos à disponibilização e à circulação de conhecimentos - em termos técnicos, institucionais, políticos e outros?

  • Quais os espaços e dinâmicas hoje existentes para interação sobre os temas relevantes para a região?

  • Existem casos e metodologias já utilizadas que dialogam com estas questões? Quais são?

  • Como potencializar os espaços de gestão compartilhada existentes?

  • Problema: como a produção de conhecimentos se relaciona com efetividade politica e capacidade de intervenção em decisões políticas?

  • Como potencializar um ecossistema mais diverso de conhecimentos e saberes?

O debate contou com convidados-âncora, que fizeram apresentações para estimular o debate entre os presentes:

  • Pedro Oliva (APA Marinha do Litoral Norte),
  • Erika Braz (Fórum de Comunidades Tradicionais),
  • Lara Legaspe (Pesquisadora),
  • Patrícia Menezes e Mariana Romão (Observatório Litoral Sustentável).

A rodada, que fazia parte da programação da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, conseguiu propiciar uma conversa franca entre os participantes. O debate foi importante para ressaltar algumas das potencialidades da região. Após as intervenções, Henrique Parra, da plataforma Ciência Aberta Ubatuba, sintetizou parte dos argumentos discutidos em torno de alguns eixos de reflexão e ação:

  • demandas de pesquisa sobre problemas específicos: necessidade de produzir novos conhecimentos e informações;

  • formas de acesso e apropriação do conhecimento já produzido: como comunicar e tornar mais acessível a informação a diferentes públicos, de forma a impactar positivamente na qualidade da participação cidadã?;

  • problemas de gestão da informação/conhecimento: como integrar, organizar e compartilhar essas informações já produzidas (relatórios, pesquisas, bancos de dados cartográficos) - por exemplo, sobre as condicionantes socioambientais dos projetos de licenciamento?;

  • informação para monitoramento cidadão: ações no campo do que chamamos de  ciência de multidão (crowdsourcing) ou ciência cidadã (citizen science), de forma a empoderar a participação distribuída na produção e coleta de dados em atividades relacionadas à vida e ao trabalho cotidiano?

  • formas de relacionamento entre academia e sociedade/comunidades: formas de diálogo entre os conhecimentos e saberes; formas de difusão e apropriação dos conhecimentos; e sobretudo na possibilidade de construção conjunta dos problemas e projetos de pesquisa.

A seguir, o debate aberto tratou de algumas questões importantes a respeito do acesso e uso de tecnologias de baixo custo, da comunicação não escrita, sobre a necessidade de inventar novas institucionalidades. O nível e a qualidade da apropriação dos mecanismos de consulta e gestão participativa por diversos atores locais foi um dos aspectos ressaltados. Erika Braz sugeriu também a criação de uma carta de princípios éticos para a realização de pesquisa científica na região. Ao fim da rodada, os participantes demonstravam interesse em dar continuidade às conversas para em direção à efetivação de algum projeto que coloque em prática alguns dos eixos identificados. A plataforma Ciência Aberta Ubatuba está atualmente elaborando algumas propostas neste sentido, que devem ser apresentadas aos possíveis interessados no início de 2016.

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